Segunda-feira, 16 de Março de 2026

Mundo
Publicada em 09/02/26 às 20:28h - 1 visualizações
Cientistas descobrem possível novo tipo de planeta com oceano de magma e enxofre
Estudo indica que exoplaneta a 35 anos-luz da Terra pode ter interior de lava derretida e atmosfera rica em gases de enxofre;

G1 / RÁDIO CAMUTANGA FM

Um planeta localizado a cerca de 35 anos-luz da Terra pode pertencer a uma classe inteiramente nova de mundo — diferente de tudo que os astrônomos conheciam até agora.

Tudo isso porque cientistas encontraram evidências de que o exoplaneta L 98-59 d pode esconder um enorme oceano de magma em seu interior e grandes quantidades de enxofre armazenadas nas suas profundezas.

O planeta orbita uma estrela anã vermelha e tem aproximadamente 1,6 vez o tamanho da Terra.

Observações recentes do Telescópio Espacial James Webb (JWST) e de observatórios terrestres revelaram algo incomum: ele tem densidade surpreendentemente baixa para seu tamanho e apresenta quantidades significativas de sulfeto de hidrogênio (gás responsável pelo cheiro de ovo podre) em sua atmosfera.

Até então, um planeta com essas características seria encaixado em uma de duas categorias conhecidas:

·                   um "anão gasoso" rochoso com atmosfera de hidrogênio

·                   ou um mundo rico em água, com oceanos profundos e gelo.

O problema é que o L 98-59 d não se enquadra em nenhuma das duas.

Um oceano de magma de milhares de quilômetros

Segundo os pesquisadores, essa peculiaridade do L 98-59 d ocorre porque o planeta provavelmente possui um manto de silicato derretido, material semelhante à lava da Terra, que forma um oceano global de magma capaz de se estender por milhares de quilômetros abaixo da sua superfície.

Dessa forma, esse reservatório de rocha fundida funcionaria como uma espécie de depósito químico, capaz de armazenar grandes quantidades de enxofre ao longo de bilhões de anos.

“Essa descoberta sugere que as categorias que usamos hoje para descrever planetas pequenos podem ser simples demais”, afirmou o autor principal do estudo, Harrison Nicholls, da Universidade de Oxford.

“Embora esse mundo provavelmente não possa abrigar vida, ele mostra o quão diversos podem ser os planetas que existem além do Sistema Solar.”

Para chegar a essa conclusão, os cientistas combinaram observações de telescópios com modelos avançados de computador capazes de reconstruir a história do planeta desde sua formação, há quase cinco bilhões de anos.

Essas simulações sugerem que o L 98-59 d pode ter se formado com uma grande quantidade de materiais voláteis, substâncias que facilmente passam para o estado gasoso.

No início, ele talvez se parecesse mais com um planeta maior, semelhante aos chamados sub-Netunos, que possuem atmosferas espessas.




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